Do centro de operações à sala do conselho.
Infraestrutura crítica resiliente nasce de boas decisões e de boa tecnologia. Eu estou nos dois lados dessa conversa.
Este blog é escrito para quem decide sobre infraestrutura crítica sem operá-la: conselheiros, diretores, comitês de auditoria e de riscos. Quatro temas: cibersegurança, telecomunicações, datacenters e governança. Um eixo: risco e resiliência, traduzidos em custo, valor e balanço.
Onde tudo começou: o centro de operações
Cheguei à Telebras em 2013 e passei os primeiros anos onde a infraestrutura crítica acontece de verdade: o centro de operações de redes. Telas com o estado da rede óptica nacional, alarmes de enlace, janelas de manutenção, o telefone que toca de madrugada. Foi ali que "disponibilidade" deixou de ser um número em contrato e virou uma decisão tomada em minutos, com informação incompleta.
Essa vivência é a lente com que leio hoje qualquer discussão de risco em conselho: por trás de cada indicador de resiliência existe uma sala, uma equipe e uma sequência de escolhas de engenharia que alguém pagou para fazer ou deixou de pagar. (Trecho a desenvolver: episódios da Copa de 2014, do SGDC e da migração para segurança cibernética.)
Quatro setores críticos, dos dois lados da mesa
| Setor | Onde estive |
|---|---|
| Comunicações | Telebras, desde 2013: operação de rede e cibersegurança, produtos, governança, relações com investidores, estratégia. Satélite SGDC, cabo EllaLink, Copa do Mundo de 2014. |
| Datacenters | Datacenters Tier IV em Brasília e Tier III no Rio de Janeiro, os Centros de Operações Espaciais que operam o SGDC. |
| Energia | CelgPar: conselho fiscal (2021–2023) e conselho de administração (desde 2023), incluindo desestatização e leilão de ativos na B3. |
| Sistema financeiro | Banese: conselho de administração (2022–2026), eleito pelos acionistas minoritários, e comitê de pessoas e remuneração. |
Trajetória em seis linhas
- Comecei operando: provedor de Internet próprio, backbone acadêmico da RNP, sistemas críticos do Ministério da Educação como FIES e SISU.
- Na Telebras, passei da sala de controle para a estratégia: operação de rede e cibersegurança, planejamento dos produtos do SGDC e do EllaLink, governança corporativa e o primeiro Plano de Negócios da companhia.
- Como responsável por Relações com Investidores, vivi a companhia aberta por dentro: CVM, B3, fatos relevantes e aumentos de capital que somaram mais de R$ 2 bilhões.
- Liderei integridade, riscos e controles internos, e depois a gestão estratégica, com o Plano Estratégico 2025–2030 e o Plano de Sustentabilidade Econômica e Financeira. Hoje sou Assessor da Presidência.
- Em conselhos, supervisionei um banco em fase de resultados recordes e uma holding de energia em desestatização e liquidação ordenada.
- Por cinco anos dei aula de redes e segurança cibernética na Universidade Católica de Brasília, onde fui coautor do projeto pedagógico do curso de Defesa Cibernética.
Formação
Especializações
- Altos Estudos em Defesa, Segurança e Desenvolvimento — Escola Superior de Defesa (2023)
- Controladoria, Compliance e Auditoria — Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), 2022
- Segurança e Integração em Redes Corporativas — Faculdade de Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Goiás (Fatec Senac-GO), 2012
MBA
- Gestão de Negócios — Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), 2020
Graduações
- Administração — Universidade Federal de Goiás (2010)
- Análise e Desenvolvimento de Sistemas — Universidade Católica de Brasília (2013)
Certificações
- Project Management Professional (PMP), Project Management Institute (PMI)
- Information Technology Infrastructure Library (ITIL) Foundation
- Control Objectives for Information and Related Technologies (COBIT) Foundation
Contato
Currículo
- Currículo resumido — uma tela, para organizadores de eventos, recrutadores e indicações a conselhos.
- Currículo completo — trajetória, conselhos, docência, formação, projetos.
